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quarta-feira, 15 de maio de 2013

In Bellum - Uma Crônica de Sangue e Fé

Em uma época em que a honra é o bem mais valioso de um homem, em que a fé mantém a sociedade unida, em que a força familiar sustenta o poder; nasce uma Ordem pronta para destruir tudo isso. Fé e sangue se misturam. Ferro, Dor e Ódio é o que restam. Em In Bellum - Uma Crônica de Sangue e Fé, Jefferson Nóbrega te levará para conhecer uma família tradicional, um templário, reis, uma sociedade secreta, famílias renomadas em um fatal jogo de poder. Hereges e heresias. Heróis e covardes. Uma paixão inesperada e ardente. Tudo isso ao som de espadas, gritos e tambores de guerra.

Raros leitores,

Deixo hoje para vocês um trecho do meu livro, In Bellum - Uma Crônica de Sangue e Fé, que está em fase de revisão. Gostaria de vossas opiniões.

Abraço!

Jefferson Nóbrega



In Bellum

As tropas estavam prontas, Felipe montava o Barbarus, ao seu lado seu escudeiro de treze anos, Mateus, filho de Júlio de Sertan, segurava o estandarte Geerrare, mais atrás Cipriano empunhava o balção de Lecênia, hoje ambos estaria sob seu comando. Ao seu lado José Rontfel e seus cavaleiros faziam o símbolo de sua casa tremular. Felipe ainda usava o manto templário, apesar de não saber mais o que fazer. Quando tornou-se membro da Ordem do Templo fez um voto de pobreza, castidade e lealdade. Portanto, não poderia ser senhor de nenhuma terra. E agora as circunstâncias o deixaram em uma delicada situação. Mas, preferiu não pensar nisso. Se sobrevivesse veria o que seria feito. E enquanto não fosse resolvido ele era um Soldado do Templo.

— Em marcha. — disse para Cipriano, e após o sinal do comandante o grito das trombetas transmitiram as ordens.

Ao todo, Felipe conseguiu juntar uma força de aproximadamente 700 homens. Somando os cavaleiros que escaparam de Villanueva, aos homens de Lecênia e Sexânia. Era uma força considerável, já que só os filhos de famílias nobres e voluntários lutam. O pelotão de elite ia caminhando a frente, com duzentos homens, armados de espadas, lança e escudos, e com homens corajosos e sedentos por uma batalha. Boa parte deles eram voluntários que perderam parentes e bens na revolta cátara, entre eles estava o ferreiro Urso, eram comandados por Júlio, da Casa de Sertan uma cidade de mesmo nome no território lecenio . Ao meio, liderada por Felipe, estava a cavalaria, duzentos nobres juramentados de Casas Menores. Por fim vinham cavaleiros e lanceiros da retaguarda, somavam cerca de cinquenta. Também os acompanhavam algumas mulheres e servos responsáveis por cuidar dos feridos e pela armação do acampamento caso houvesse cerco a fortaleza. O restante do contigente ficou guardando a fortaleza Rontfel. Avançaram poucos metros quando um grupo de batedores lecenios vieram cavalgando rapidamente. Passaram pelas fileiras e foram diretamente a Felipe:

Senhor! — seus cabelos voejaram quando ele parou. — Os cátaros! — Cipriano e José aproximaram. E o batedor continuou: — Os cátaros marcharam a noite, cruzaram o Rio Satre devastaram Vila do Senhor e estão vindo em nossa retaguarda. — Felipe puxou o escudo preso ao cavalo, era branco, grande com uma cruz latina vermelha , quis saber:


Quanto tempo levarão para chegar?

Dez minutos. Quinze no máximo. — disse o jovem ofegante.

Obrigado. Volte à sua posição. — Felipe ordenou e os batedores uniram-se ao restante da cavalaria amarela.

Reagrupar! — as trombetas soaram após a ordem de Felipe e o batalhão de elite parou — Rontfel — chamou e o homem aproximou-se — seus cavaleiros são maioria, portanto, leve seu flanco para a mata e aguarde meu sinal. — José Rontfel bradou a ordem e levou seus homens pela estrada que cortava a mata. Felipe marchou para atrás da muralha de escudos e seus cavaleiros assim o acompanhou. Cipriano interpelou:

Senhor e se eles atacarem Sexânia?

Não irão. Veja. — Ao longo no horizonte — Três cavaleiros observavam a movimentação. Levavam um estandarte vermelho que Felipe não conhecia, mas Cipriano sabia muito bem o que significava: — Cátaros — disse o comandante lecenio — seu estandarte não tem nenhum símbolo, demonstrando sua rejeição completa a matéria, e o vermelho é a representação do sangue, para eles caminho de purificação.

— Então os purificaremos hoje. — disse Felipe colocando o elmo cinza.


 
(In Bellum - Uma Crônica de Sangue e Fé - Nóbrega.J - Todos os direitos reservados)

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